quinta-feira, 7 de junho de 2012

Quero seu silêncio, nu e cru

- Não. Eu não vou sair de perto de você. - prometeu
Na verdade, eu não me importava com suas palavras. A pergunta foi pra deixar claro o que era notório - eu estava apaixonada -. De falsas palavras e promessas eu já estava farta. Eu sabia que aquilo ali não chegaria à um lugar algum. Eu não gostava do seu "foda-se tudo", não gostava do cheiro seus cigarros e dos porres no final de semana. Essa história de "os opostos se atraem" não funciona com a gente. Na nossa versão, os opostos é que se perdem. Mas de um certo modo eu gostava daquilo. Me agradava seu jogo. As vezes gostava de jogar no ataque do campo oposto. Mas às vezes não quer dizer sempre, por que ali junto a ti eu não procurava por jogo algum. Eu só (te) precisava, não como um adversário mas quem sabe como um amor, um amigo que me coubesse dar um beijo, um abraço, um afago sempre que precisaste. E minhas perguntas meu amor, não responda. Não crie mais danos com palavras ou promessas, aqui dentro já está dilacerado demais.

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