Não se enquadrava ali junto as outras pessoas de sua idade. Eram uns dementes - pensava -. Repudiava rapazes com muito no braço e pouco na cabeça. Moças que se davam por tão pouco achava o cúmulo da burrice. Não, não era santa, de santa passava longe! Talvez só fosse alguém que tinha o silêncio como sua companhia. Seus melhores amigos eram os mais perigosos, cigarros! Pobre moça, era ela. Passava o dia todo em seu quarto lidando com suas músicas poético-dramáticas e ao fim do mesmo esperava a barulhenta casa dormir para poder chorar. Não tinha ela motivos para chorar, mas ela era diferente. Sofria de sentir, sentia dores passadas, presentes, futuras e alheias. Não era nem um pouco bonita nem a mais desejada da turma - era feliz por isso -. Seu tênis estava sempre sujo e suas camisas amarrotadas. Seu comportamento era apático. E seus olhos era um labirinto no qual qualquer pessoa se perdia. Mas mesmo com tudo isso ela era a moça mais linda que já vi. Não pelo que tinha de fora, mas sim pelo que habitava dentro dela. Ninguém nunca havia me despertado tanto interesse, a moça era incrível!
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