quarta-feira, 6 de junho de 2012
Que sensação boa, obrigada Chico!
Eu chamaria aquele dia de merda. Internet, tv e celular estavam extremamente cheios de pessoas que não me interessavam nem um pouco. Eu não tinha pra onde ir ou com quem ir. Eu não tinha nada além de um rádio velho escondido em meio a tanta bagunça no meu quarto. Não sabia de onde vinha aquele rádio, não lembrava de ninguém que pudesse ter me dado. Na curiosidade o tirei do fundo do meu guarda-roupa e o livrei de tanta poeira. Decidi ligá-lo e deixá-lo em uma estação qualquer. Logo então começou uma bela musica. Eu não sabia quem a cantava, mas a voz era doce e a letra de uma tamanha sutileza. Embalada por aquele som me vieram alguns pensamentos à respeito de um moço que amei algum tempo atrás. A musica diz respeito à uma pessoa que amava outra antes mesmo de conhecê-la. O que havia acontecido comigo e aquele moço, eu sentia que iria conhecê-lo antes mesmo de tal acontecimento. E eu que me jurava longe daquele tormento depois que ele foi embora me vi retrocedendo à alguns anos. Cada verso simples tinha um pouco de mim, de nós, talvez. Dizia que ela - a pessoa - descartava os dias em que não o via, como eu fiz por um certo tempo. O conjunto de palavras formavam uma poesia sem igual, era um misto de beleza e leveza. Até que a musica acabou. Se até mesmo uma bela musica acabaria, quem diria um amor? E então o "dia de merda" passou para o "dia de lembranças".
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