Venha cá, vou lhe falar de Elizabeth. Mulher extraordinária, um conjunto de olhos, boca e seios maravilhosos. Ela era refinada embora sua mente e seu corpo fossem mais sujos que um banheiro público. Seus cabelos arrebatiam o brilho do sol e em seus olhos ela carregava toda uma constelação de estrelas.
Ela apareceu desfilando nas ruas de Viena semana passada. Uma semana causando pertubações nos moços dali. Apesar de todos a desejarem, Elizabeth só tinha olhos pra ela mesma. Parecia até hipnotizada com sua própria beleza, mas era de ficar. Não se espante com as minhas palavras deslumbradas, você não a viu. E se visse, estaria no meu lugar observando Elizabeth todos os dias em seu trajeto até o padeiro e depois escrevendo sobre sua tamanha beleza.
Ah, eu não posso me esquecer de colocar aqui que um dia nos trombamos. Ela fitou meus olhos com um ar de espantada e eu fugi de seu olhar assim como o diabo foge da cruz (força de expressão). Fugi, porque sabia que dentro de seus olhos havia a doçura de uma moça e o desejo de uma mulher. Aquele olhar que me fitava podia me matar. Elizabeth chegava a me dar medo, suas curvas eram sinuosas e sua pele branca parecia ser gelada como a neve.
Amanhã pela manhã, quando Elizabeth passar frente à minha janela torno a escrever ou a me imaginar entrando em um lugar que muitos já entraram em Elizabeth.
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