Não cabe aqui dizer minha idade ou meu nome. Sou um velho maltrapilho e por aqui não vivo mais de quatro anos e cinquenta dias. Não sou um homem assalariado. Faço um bico aqui, um ali e outro acolá. Não gosto de luxúria, me contenho com poucos trocados se eles sustentam meus vícios.
Fim do mês chegara, (essa época era dura) e eu mal podia pagar o café pela manhã. E procurava um bico aqui, um ali e outro acolá. Maldita noite aquela em que gastei mais do que devia. Nunca soube guardar ou administrar grana, na verdade, não dava nem tempo. Era dinheiro em mãos e eu em bares.
Aquele era um típico dia em que eu revirara o que eu chamo de casa para achar algumas pratas. Por sorte, achei quatro e cinquenta no bolso de uma camisa velha. Sem pensar duas vezes fui logo ao bar da esquina e pedi uma dose de uma cachaça barata que vendiam por lá. Sentei-me em uma mesa de fundo e com os trocados que me sobraram comprei uns cigarros picados... Chorei por quatro horas e cinquenta minutos.
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