a minha primeira reação depois do fim foi dar um gole naquele uísque amargo, na intenção do uísque arder mais que o seu amor estava me ardendo.
a cada fumada que eu dava no cigarro era com a intenção daquela fumaça me adentrar e levar você embora de mim a cada trago.
eu não podia prever o fim naquele dia.
mas o universo podia prever e ele foi bondoso comigo ao me colocar sob um céu de uma noite bonita, ao me trazer um vento de alívio, que ao tocar o meu rosto me fez relembrar que existem outros toques suaves, além do teu.
sentada ali, fumando aquele cigarro eu pude refletir que houve sobrevivência após o furacão Katrina, vai haver vida depois de você.
vai haver uma vida par, um par comigo mesma até que minha reserva de amor se encha novamente e possa transbordar em algum colo menos hostil.
está completando doze horas sem você e não tive nenhuma lagrima, mas quando essa ausência se materializar mais forte em mim, você sabe que eu, como uma legítima melancólica vou me pegar botando a última música que eu te enviei, que dizia "como se nos amamos feito dois pagãos, teus seios ainda estão nas minhas mãos, me explica com que cara eu vou sair?" e vou sentir sua falta por três noites seguidas.
e vai passar permanentemente como você não passou.
hoje faz um sol aqui tão quente como o sol de Recife e ele queimou as nossas fotos e teus escritos, mais uma vez o universo está sendo bondoso comigo.
a minha única nota mental que está ocupando todas as coisas, é algo que li uma vez na internet que dizia assim:
"as células do nosso corpo se renovam a cada sete anos, que bom que um dia eu terei um corpo que você nunca tenha tocado"
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