O que eu chorei por você traria esperança para quem precisasse de água.
E eu chorei desesperadamente, demasiadamente.
Eu chorei compulsivamente por dias, durante horas.
Eu chorei do sol nascendo na minha janela até ele sumir.
Mas eu não chorei porque o sol sumiu, eu chorei porque você sumiu.
Eu chorei por sensações desconhecidas, por sentimentos ainda não desbravados.
Eu chorei porque eu me sabotei.
Eu chorei porque minha mente me mandou embora e os meus pés fixaram ali (aqui).
Eu cronometrei as três horas e quarenta e cinco minutos que eu chorei no dia dezenove de novembro de dois mil e dezesseis.
E depois do começo que sucedeu o fim, eu chorei.
E eu chorei hoje quando distraída uma voz disse algo como "a esperança volta quando o coração volta pro lugar" e eu chorei porque senti essa esperança.
E eu continuo chorando.
Continuo chorando até fazer um oceano que tome todo o iceberg, mas não como quem quer extinguir, como quem espera ser maior que todo iceberg que nascer quando a gente se desprender.
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