segunda-feira, 28 de novembro de 2016

EU TE OLHEI COM OLHOS DE FIM E VOCÊ ME BEIJOU COM GOSTO DE RECOMEÇO

Eu sabia que por mais que meus passos fossem largos demais, eles não sairiam da nossa direção, que minhas mãos não conseguiriam tocar algo que não fosse a sua cintura por mais longe que eu esticasse os meus braços, que minha língua não alcançaria outra superfície que não fosse o seu corpo, sabia que não podia colocar o vão no lugar que você ocupa. Na verdade, eu não sabia. Não sabia, mas esperava que nada disso acontecesse.
Eu esperava não ter que ir pra longe de nós.
E eu esperava isso como alguém descrente que num momento de desespero junta as mãos, se põe de joelhos e reza pra um deus que nem se sabe da existência, como alguém que espera um fim do mundo que não tem data marcada, como quem planta na seca e espera por chuva, como um cego espera ver a luz ao acordar. Pode-se dizer que é uma espera às escuras, porque nem consultando os astros, os orixás, as cartas, os búzios, o tarô, eu consigo prever o que temos pela frente, mas eu continuo esperando e te esperando.
Espero porque eu perdi a fé na humanidade, mas ainda tenho fé em nós.
E posso esperar cegamente até quando o amor estiver disposto a guiar.
E o amor provou que não era hora de deixarmos de confiar.
Não era a hora de apagar o meu nome que está escrito ao lado do teu, não era a hora de desconstruir o que a gente edificou, não era a hora de encarar um mesmo céu estando em planetas separados, não era e nao é.


Dizem que o fenômeno que é a Superlua volta a se repetir em quase 20 anos, você esperaria para estar comigo novamente sob um céu em que a Superlua apareça?

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