domingo, 30 de setembro de 2012
Voe por aqui
É impossível resistir à essa imensidão azul quando se tem um par de asas, eu sei. Sei do deleite que é passar por entre as nuvens, sucumbir por força dos ventos então, nem se fale. Mas meu amor, se quiseres voar não vou achar ruim. Só peço para ficares por aqui, pelo meu céu. Aqui o azulado é mais bonito!
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Ó Senhorita
Ontem à noite eu a deixei despida debaixo de meus edredons. Vi a lua pairar na janela e teu corpo pairar sobre o meu. Os seus olhos eu vi fechar e sua mão repousar por entre suas pernas. A senhorita, musa das pinturas mais belas, obra-prima, escultura de Zeus, desejo consumado por qualquer carne humana agora estava ali adormecida entre meus suspiros e anseios. Sua pele macia arrepiava quando se colidia com a minha. E aos gemidos aquela fora a melhor madrugada de minha vida.
Logo amanhecera, o sol raiava num diáfano e aos poucos enchia nosso ninho de luz. Passei a mão pelo lençol de seda até conseguir tocar-lhe o corpo, mas no lugar onde a senhorita deveria estar se ocupava do vazio. Meus olhos ainda com dificuldade para abrir, procurou-a em todo canto do quarto, em vão. Até que num relance vi uma brancura que vinha da cozinha. Era a senhorita, apenas preparando o café.
Logo amanhecera, o sol raiava num diáfano e aos poucos enchia nosso ninho de luz. Passei a mão pelo lençol de seda até conseguir tocar-lhe o corpo, mas no lugar onde a senhorita deveria estar se ocupava do vazio. Meus olhos ainda com dificuldade para abrir, procurou-a em todo canto do quarto, em vão. Até que num relance vi uma brancura que vinha da cozinha. Era a senhorita, apenas preparando o café.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
A saudade deu sua cara por aqui. Outrora estava cá olhando pro nada e as lembranças daquele verão me invadiram incessantemente. Um brisa fria entrou pelas frestas da janela e tocou minha nuca assim como você fazia. Meus olhos se fecharam e num flashback me vi retrocedendo para julho de 70. Vi claramente nós dois debaixo daquele pé-de-amora e pude também ouvir tua voz ao cantar "Ó querida, Ó querida, Ó querida Clementine".
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