sábado, 21 de julho de 2012

Um dia qualquer

A manhã gélida entrara em seu quarto pelas frestas das janelas e de manhã me acordara com uma brisa refrescante. O pássaros cantarolavam em uma perfeita sintonia. E as árvores dançavam, as folhas secas se esgueiravam pelo chão, os carros buzinavam juntos formando um conjunto sinfônico, os dedos se estralavam, o café derramava, os livros se abriam, as portas se fechavam e a criança do cabelo enroladinho chorava e chorava. Uma jarra de liquidificador essa vida, tudo misturado. Um adolescente sem fôlego por ver sua paixão e um bebê molhando a fronha de baba com sua risada. E a tarde chega sorrateira emudecendo a manhã com cheiro de bolo de fubá e suco de laranja caído no tapete da sala. O barulho da tevê se misturando com aquela voz grossa que vinha do rádio. O sol lá encima deixava o céu mais límpido. Olhos piscam, as mãos se cruzam, o vento quente penetrava em seus poros. Ouve-se a porta rangir, o barulho que faz a vassoura passeando pela casa, ouve-se o silêncio que gritava e o seu coração em cada batida. Adeus tarde. E a noite chega com todo aquele brilho natural que ofuscava a tarde. E as estrelas salpicavam naquela imensidão escura, as luzes se apagavam enquanto os pensamentos e o isqueiro se acendiam, o cigarro queimava e a boca fechava. Sentimentos florescem e padecem. Era só um dia como qualquer outro.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Será?

Desculpe pelo português errado
Pelo meu jeito agrosseirado
Por meus textos inacabados
Pelo meu olhar desviado
Pelo falar embaralhado
E pelo cabelo tão despenteado
Desculpe-me
Só estou  mostrando meu interior
Não quero que penses o que não sou


Pietra e seu querer

Pietra queria de tudo e não se contentava com o pouco que tinha. Pietra queria sempre mais e mais, nunca estava bom. Queria as melhores roupas, os melhores caras e as mais insanas diversões. Todos amavam Pietra, ela era cobiçada por cada menino da escola e em cada lugar que passava todos à admiravam por suas curvas e sua simpatia. Pietra queria as coisas fáceis, as que vinham bater em sua porta. Uma vez bateu em sua porta a ganância, e ela achando que quem estava ali eram seus sonhos, abriu. Podre Pietra, assistiu-se afundar naquele poço de ganância sem escapatória. Viu tudo o que tinha indo embora e as pessoas que à cercavam pareciam cada vez mais distante. Nada ela podia fazer. Pietra, queria de tudo e agora nada tinha.